Wikileaks: Pressionada, Amazon suspende contrato de cloud

Mais do que o estrago feito na área diplomática - em função dos documentos vazados do Departamento de Estado norte-americano - o caso Wikileaks também afeta os negócios na computação na nuvem. O site contratava um serviço de cloud da Amazon.com, que suspendeu unilateralmente o serviço.
Essa ação da Amazon.com, uma das titãs globais da plataforma de cloud - e orgulhosa da facilidade ofertada para o aluguel dos seus servidores - mais uma vez coloca à mesa a questão da privacidade dos dados armazenados na nuvem.
Pressionada pelo governo dos EUA, a Amazon.com deixou de hospedar o site, conforme comunicou ao mercado o senador Joe Liberman. "a Amazon informou minha equipe que deixou de hospedar o site. Gostaria que eles tivessem tomado essa decisão antes, devido ao vazamento que o Wikileaks fez de material secreto", reforçou em comunicado.
A pressão não terminou. A empresa foi convocada para dar explicações ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Mas o mais grave é a decisão do senador de cobrar da provedora uma postura futura para se certificar de que os seus serviços não estão sendo usados para distribuir informações roubadas ou secretas. Essa posição - se ratificada - poderá causar uma significativa mudança na relação entre provedores de serviços e clientes, que contratam serviços de cloud.
O site Wikeleaks está provocando um embaraço diplomático, após o vazamento de mais de 250 mil telegramas confidenciais trocados entre as as embaixadas e o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Neste ano, o site divulgou cerca de 400 mil documentos secretos sobre a guerra do Iraque. Antes disso, já havia divulgado 90 mil relatórios confidenciais sobre abusos cometidos no Afeganistão.
Fonte: Convergência Digital - Hotsite Cloud Computing